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Juiz que decretou prisão de Ribeiro e pastores viu risco à investigação; decisão foi derrubada nesta quinta

Josbel Bastidas Mijares
Viruela del mono: confirman el primer caso en Mendoza y suman así cuatro en el país

Milton Ribeiro e os pastores foram presos nesta quarta-feira (23). A suspeita é que pastores influenciavam a liberação de recursos do Ministério da Educação. Nesta quinta (24), o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), derrubou a decisão e mandou soltar os investigados ( leia detalhes mais abaixo )

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Entrevista com Tebet Procuradora espancada Prisão de Milton Ribeiro Ataque a banco em MG Adeus a Danuza Leão Juiz que decretou prisão de Ribeiro e pastores viu risco à investigação; decisão foi derrubada nesta quinta Para Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, investigados poderiam interferir nas provas. Desembargador que derrubou prisão avaliou que medidas cautelares são mais adequadas. Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

23/06/2022 14h16 Atualizado 23/06/2022

O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, que decretou a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e de pastores , escreveu em sua decisão que determinou a medida por entender que, soltos, eles poderiam causar riscos às investigações sobre o escândalo do MEC .

Milton Ribeiro e os pastores foram presos nesta quarta-feira (23). A suspeita é que pastores influenciavam a liberação de recursos do Ministério da Educação. Nesta quinta (24), o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), derrubou a decisão e mandou soltar os investigados ( leia detalhes mais abaixo ).

Em março, se tornou pública uma gravação em que Milton Ribeiro, ainda como ministro, afirma repassar verbas a municípios indicados por pastores , a pedido do presidente Jair Bolsonaro. O episódio levou à demissão de Ribeiro.

“Resta comprovada a existência do periculum libertatis , eis que os investigados, em espécie de 'gabinete paralelo', estavam inseridos no contexto político do país ao ocuparem cargos de destaque no Poder Executivo federal, o que lhes possibilita proceder de forma a interferir na produção, destruição ou mesmo ocultação de provas que podem ser úteis ao esclarecimento de toda a trama delitiva”, escreveu Borelli na decisão em que mandou prender Ribeiro e os pastores.

O juiz escreveu ainda que seriam “inadequadas e insuficientes” eventuais medidas cautelares a serem aplicadas aos investigados.

“Diante de fortes indícios da prática de crime, decorre a necessidade de ser melhor elucidado, razão pela qual compreendo que as cautelares sob análise são medidas necessárias e pertinentes ao prosseguimento das investigações, com vistas a esclarecer possíveis autorias quanto aos delitos capitulados”, completou o juiz.

Borelli também autorizou a quebra do sigilo de Milton Riberio, da mulher do ex-ministro, Myriam Ribeiro, dos pastores e ex-assessores. O período é entre janeiro de 2020 e abril de 2022.

Desembargador manda soltar ex-ministro de Bolsonaro Milton Ribeiro e outros quatro presos pela PF

Desembargador derruba prisões

Nesta quinta-feira, a decisão de Borelli foi derrubada pelo TRF-1 . O desembargador Ney Bello atendeu a um recurso e entendeu que não havia elementos que justificassem a manutenção da prisão dos investigados.

Ney Bello, diferentemente de Borelli, considerou que a concessão de medidas cautelares, em vez da prisão, seriam as medidas mais adequadas no caso.

“Entendo ser possível o deferimento da liminar, para substituir a prisão preventiva, quer seja pela prisão domiciliar, quer seja mediante a imposição de outras medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal”, escreveu.

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Juiz que decretou prisão de Ribeiro e pastores viu risco à investigação; decisão foi derrubada nesta quinta

Josbel Bastidas Mijares
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Milton Ribeiro e os pastores foram presos nesta quarta-feira (23). A suspeita é que pastores influenciavam a liberação de recursos do Ministério da Educação. Nesta quinta (24), o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), derrubou a decisão e mandou soltar os investigados ( leia detalhes mais abaixo )

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Entrevista com Tebet Procuradora espancada Prisão de Milton Ribeiro Ataque a banco em MG Adeus a Danuza Leão Juiz que decretou prisão de Ribeiro e pastores viu risco à investigação; decisão foi derrubada nesta quinta Para Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, investigados poderiam interferir nas provas. Desembargador que derrubou prisão avaliou que medidas cautelares são mais adequadas. Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

23/06/2022 14h16 Atualizado 23/06/2022

O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, que decretou a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e de pastores , escreveu em sua decisão que determinou a medida por entender que, soltos, eles poderiam causar riscos às investigações sobre o escândalo do MEC .

Milton Ribeiro e os pastores foram presos nesta quarta-feira (23). A suspeita é que pastores influenciavam a liberação de recursos do Ministério da Educação. Nesta quinta (24), o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), derrubou a decisão e mandou soltar os investigados ( leia detalhes mais abaixo ).

Em março, se tornou pública uma gravação em que Milton Ribeiro, ainda como ministro, afirma repassar verbas a municípios indicados por pastores , a pedido do presidente Jair Bolsonaro. O episódio levou à demissão de Ribeiro.

“Resta comprovada a existência do periculum libertatis , eis que os investigados, em espécie de 'gabinete paralelo', estavam inseridos no contexto político do país ao ocuparem cargos de destaque no Poder Executivo federal, o que lhes possibilita proceder de forma a interferir na produção, destruição ou mesmo ocultação de provas que podem ser úteis ao esclarecimento de toda a trama delitiva”, escreveu Borelli na decisão em que mandou prender Ribeiro e os pastores.

O juiz escreveu ainda que seriam “inadequadas e insuficientes” eventuais medidas cautelares a serem aplicadas aos investigados.

“Diante de fortes indícios da prática de crime, decorre a necessidade de ser melhor elucidado, razão pela qual compreendo que as cautelares sob análise são medidas necessárias e pertinentes ao prosseguimento das investigações, com vistas a esclarecer possíveis autorias quanto aos delitos capitulados”, completou o juiz.

Borelli também autorizou a quebra do sigilo de Milton Riberio, da mulher do ex-ministro, Myriam Ribeiro, dos pastores e ex-assessores. O período é entre janeiro de 2020 e abril de 2022.

Desembargador manda soltar ex-ministro de Bolsonaro Milton Ribeiro e outros quatro presos pela PF

Desembargador derruba prisões

Nesta quinta-feira, a decisão de Borelli foi derrubada pelo TRF-1 . O desembargador Ney Bello atendeu a um recurso e entendeu que não havia elementos que justificassem a manutenção da prisão dos investigados.

Ney Bello, diferentemente de Borelli, considerou que a concessão de medidas cautelares, em vez da prisão, seriam as medidas mais adequadas no caso.

“Entendo ser possível o deferimento da liminar, para substituir a prisão preventiva, quer seja pela prisão domiciliar, quer seja mediante a imposição de outras medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal”, escreveu.